TISCI FOR BURBERRY – O MOMENTO ESPERADO

TISCI FOR BURBERRY – O MOMENTO ESPERADO

Um dos momentos mais esperados de todas as “top” Fashion Weeks Internacionais, aconteceu segunda feira em Londres! Riccardo Tisci fez o seu debut na Burberry!

 

Depois de 17 anos de Christopher Bailey à frente da etiqueta (fundada em 1856 por Thomas Burberry), marcados, a meu ver, pelo rejuvenescimento da marca, impulsionamento nas redes sociais, e uma série de modernidades que colocaram a Burberry mais perto da geração jovem e também num patamar mais “Mainstream” (provavelmente a morte do artista), Ricardo Tisci, assume o poder de uma das mais poderosas casas britânicas, e do mundo! Vivemos na era da mudança, do abanão, dos designers ousados que reinventam marcas à beira do abismo, à semelhança de Alessandro Michele para a Gucci. E Tisci, que entre críticas e elogios desenvolveu um excelente trabalho na Givenchy por 12 anos mesmo sem preparação prévia (difícil de esquecer Cate Blanchett a bordo das suas criações no Red Carpet, que lhe valiam a minha pessoal classificação como “Best Dressed”), é a esperança do novo fôlego da marca, e a ansiedade dos fashionistas e criticos de moda…  até segunda passada…

Para Gregos e Troianos…

Confesso que quando abri as primeiras imagens, senti-me a entrar num retrocesso da marca…  encontrei-me há uns anos atrás quando Burberry era para as mães e avós, com a pretensão de serem chiques e usarem itens “grifados”. De muito bom gosto! Mas clássica! Correta, mas de pouca emoção! Depois continuei, sem perder a fé e esperança num dos designers de que gosto muiittooo, e descobri que havia espaço para todos. “The mother and the daughter, the father and the son,”  (A mãe e a filha, o pai e o filho), como diz o próprio designer sobre a coleção a que chamou de Kingdom, por ser como um patchwork, um mix do lifestyle Britânico.

A primeira parte foi só uma chamada de atenção para a sofisticação… provavelmente a confirmação do objectivo, de que a Burberry é para todos… (“Mother and daughter…”) e um dedo inteligente que tira a Burberry da classe média britânica para os desejos sofisticados do mundo. Um passo no sentido de elitizar a marca, objetivo muito comentado quando se começaram a sentir as mudanças no backstage.

Depois veio o cool, o street que Riccardo Tisci tão bem defende, e as palmas da sedução, da conquista… as expectativas atendias, missão cumprida e um merecido “Well done! & “Welcome!” . Para fechar com chave de ouro mas pintado essencialmente a negro, o terceiro momento de um desfile bem definido por etapas: os vestidos de festa pretos, com pouco brilho, com formas que fogem do lugar comum.

Claro que não podia faltar o Trench Coat… Com cintos largos ou desconstruídos, da forma clássica à jovem and cool… os conhecidos lenços viraram cintos ou partes integrantes da roupa, e o DNA da marca foi honrado.

Pessoalmente achei a linha masculina mais interessante. Mas também acredito que o novo comando de Tisci ainda vai render bons frutos. Christopher Bailey tem razão quando diz que deixou a marca mais sexy (para mim um mestre a reiventar o trench e a criar casacos no geral!), mas não deixo de acreditar nos novos ventos, e confesso que tenho muita fé em Riccardo Tisci. Welcome! 

 

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