NOVA LACOSTE: A ESTREIA DE LOUISE TROTTER

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Podia ser uma homenagem ao universo feminino, em plena semana do Dia Internacional da Mulher. E é. É uma homenagem a mais uma mulher a assumir o comando de uma casa tradicional francesa, até agora comandada por homens. Lacoste abriu portas pela primeira vez a uma mulher para lhe oferecer a cadeira principal. E foi uma estreia e tanto na semana de Moda de Paris!

Como portuguesa patriota que sou, confesso que senti um vazio quando Felipe Oliveira Baptista deixou a marca. Apesar de a grande revolução e ressurreição da marca se ter dado com a chegada de Christophe Lemaire à etiqueta em 2002, acho que o estilista português que assumiu a liderança quando Christophe saiu para a Hermès em 2010, fez um excelente trabalho, e também ele introduziu novos rumos e mudanças significativas na marca. Eu, sem dúvida, lancei um novo olhar sobre o crocodilo! E o balanço das contas também é favorável ao designer português, que ao fim de seis anos já tinha dobrado o valor das vendas, apesar de alguns apontarem o facto de que estaria a fugir do DNA da marca e flertar demasiado com o prêt a porter. Afinal Lacoste é uma marca do desporto, mais concretamente do ténis, criada por René Lacoste, tenista, em 1933. E isso tem que fazer parte do sangue verde do crocodilo ( nickname de René).

Mas voltemos a Louise Trotter, a protagonista deste post, assim como do último desfile da etiqueta em Paris no último dia 5.

Vinda da Joseph, conseguimos perceber os seus traços de alfaiataria, do oversized, e do jogo calças/saia.

Luke Leith, jornalista da Vogue Runway, pode ter achado alguns looks e detalhes forçados e esforçados … eu acho que foi lindo! Assim, em palavras simples e resumidas, sem grandes devaneios e explicações. Causou… mexeu… “valeu!”. Antes de encontrar palavras e explicações técnicas e filosóficas, o primeiro termômetro, para mim, é a emoção. Que mede além das definições do que deve ser…

Gostei do crocodilo desconstruído, da visão oversized do que já foi traje de ténis, da sobreposição de saias sobre calças, e da conversa entre a alfaiataria, o sporty e o feminino. Afinal, somos um universo de estados dentro de uma só pessoa, e queremos cada vez mais circular sobre os diferentes momentos da nossa vida, sem stressar com trajes padronizados e “socialmente corretos para a ocasião”.














Lacoste e Louise Trotter: presentes!

A Vogue Portugal já prometeu a publicação de uma entrevista com Louise Trotter para a próxima edição da revista – acredito que Abri – por isso estejam atentos!

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