BEFW: Favoritas I

Um dos desafios da sustentabilidade foi (e será ainda) criar moda com design que não nos remetesse automaticamente para a mãe terra e convivência profunda com a Natureza!

Claro que numa primeira instância pensar verde, sustentabilidade e roupas eco, nos levam a pensar em tudo o que é natural, formas amplas, tecidos crus, shapes pouco trabalhadas… de uma forma “naturalmente natural” algo que pareça respeitar o corpo em comunhão com o Planeta Azul! Mas em pleno século XXI também faz parte da natureza humana, e dos seus desejos mais naturalmente intrínsecos, dar um abanão e querer apimentar… usar as roupas como um manifesto de existência humana e personalidade! Isso inclui glamour, isso inclui design, criatividade, e desafios às leis das regras do politicamente correto. Em tempos de ode à diversidade humana, de gostos, costumes e culturas, dar resposta e respeito a todos os estilos e e desejos, tornou-se fulcral que a roupa green não fosse tão Green, e se confundisse com qualquer outro vestuário criado em laboratório de ideias, em construção de tendências, em sonhos e partilhas. Uma conversa com o mundo naturalmente humano. O assunto “green and no hippie” já não é novidade. E algumas marcas já se manifestam com glamour e mestria com alternativas. Assentando aos poucos as melhores pedras para construir o caminho mais sustentável possível. Das marcas internacionais que pisam as Runway mais famosas do mundo, às mais pequenas etiquetas que se reinventam a cada temporada entre esforços e empenhos, já há boas marcas que o fazem. E muito bem!

Que se salve aqui uma nota importante: não estou a desmerecer as peças de algodão que tanto gosto de usar diariamente, os linhos de tingimento natural que eu pessoalmente adoro. Mas todos os públicos têm que ser atendidos. Eu mesma que sou apenas uma, sou público para diferentes tipos de vestimentas. E talvez por isso fique feliz por ver marcas crescerem com conceitos de sustentabilidade que atendam outras necessidades. Porque a moda sustentável tem mesmo que ser para todos!

Foi nesta linha que elegi duas marcas como minhas favoritas, que guardam na sua etiqueta o seu segredo eco. E nos brindam com design, glamour e desejo q.b para encarar a vida nas nossas mil vidas urbanas do mundo atual!

Neste post vou falar da primeira…

RGLOOR

Sob o comando de Rochele Gloor, formada em design de moda nos Estados Unidos e com experiência nos bastidores de algumas das marcas mais renomeadas internacionalmente (como Oscar de la Renta, Calvin Klein entre outras), a marca se assume no mercado como uma marca feminina de luxo, com o compromisso do desperdício zero! Primeiro reduzindo ao máximo o resíduo na produção, e segundo dando um outro destino para um outro produto às eventuais sobras. Para além disso, a etiqueta trabalha com mão de obra local, e coordena um projeto de inclusão social.

desfile RGLOOR no BEFW. foto Agência Fotosite

Desfile RGLOOR no BEFW, foto Agência Fotosite

MATÉRIAS PRIMAS UTILIZADAS:

A RGLOOR também é muito criteriosa na escolha dos materiais e matérias primas para a construção das suas roupa. De que são feitas as peças?

  • Seda “O Casulo Feliz”, que é feita do reaproveitamento de casulos que seriam descartados pela industria têxtil, por apresentarem irregularidades.
  • Tecido orgânico, produzido artesanalmente por uma comunidade do interior do Paraná, certificado pelo E-Brigade.
  • Crepe de viscose e gazar produzido pela Lanabella que é um empresa familiar que não produz em larga escala, tem cuiddo nos seus processos e ainda produz estampas artesanalmente.
  • Sarja e malha 100% algodão orgânico certificado da Justa Trama
  • Outros tecidos de alta qualidade que são sobras de produção.
  • Cambraia 10% linho, que é um dos melhores tecidos em termos de sustentabilidade material. No entanto há que salvaguardar que o linho vendido vendido no brasil vem todo da China, e aqui entra a balança, dança e contra-dança da busca pela sustentabilidade de que já falei. (caso alguém conheça algum fornecedor de linho brasileiro, por favor avise, que a empresa está procurando!)

Desfile RGLOOR no BEFW, foto Agência Fotosite

O que mais gostei da coleção foram as peças verde lima, as camisas, as peças sofisticadas e fluidas com franjas e “aquele” vestido branco!

OUTSIDE

Claro que fotos tiradas em vibe de feira com bastante adesão, em pouco tempo, e espaço curto, não fazem a devida justiça às peças. Mas fica aqui o registo, para sentirem também um pouco do perfume do ambiente.

espaço de vendas RGLOOR no BEFW

as camisetas que sempre precisamos e as franjas que aparecem em algumas peças.
“the dress”

com Rochele Gloor designer e mentora da marca.

Não deixem de acompanhar a marca e o seu universo no insta @rgloor, e explorem o site.

E para vocês, a sustentabilidade é uma preocupação enquanto consumidoras? O que procuram numa marca sustentável?

ENJOY!

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