À CONVERSA COM: LUCAS MAGALHÃES

À CONVERSA COM: LUCAS MAGALHÃES
Lucas Magalhaes Minas Trend - Verao 2019 Foto : Sergio Caddah/  FOTOSITE

Foto: Agência Fotosite

 

Uns minutos antes de pisar a passerelle do Minas Trend, onde já é presença assídua, e uma das mais esperadas, o designer Lucas Magalhães cedeu-me um tempinho para contar que…

Helena Branquinho (HB) – Partilha connosco um pouquinho desses primeiros seis meses pós Grupo Nohda. Como é voar a solo de novo?

Lucas Magalhães (LM) – É muito legal! Foi um período muito legal e de um crescimento muito grande. De amadurecimento de marca, de conhecimento, e de conhecimento de negócio, de business. Estou muito feliz de conseguir voltar a fazer o que fazia há anos atrás sozinho, mas com um conhecimento muito maior. Mais seguro, mais… mais seguro mesmo! Acho que essa é a palavra! De ter uma base bem formada, bem resolvida, com menos medo… sem medo de arriscar em produto, em coisa nova, em matéria prima nova… Eu acho que com isso é o produto que ganha. E cada vez mais é o consumidor que ganha.

HB – Sobre as várias colaborações que trouxeste para esta coleção – bem interessantes por sinal – qual é a importância de trazer outros talentos para o teu trabalho?

LM – Eu acho que primeiro essa troca de conhecimento. Quando você se fecha muito, as coisas começam a travar. Você começa a olhar só para o seu umbigo, e se perde um pouco. Além disso – que eu sempre adorei ter essa coisa “vai um, vai outro” e de conversar – trouxe para o produto qualidade. As collabs são focadas no produto, no tipo de produto  que a pessoa já faz, tentamos construir isso um pouco, mas a qualidade que as peças trazem hoje em dia não se compara com à que eu tinha há pouco tempo atrás. E o medo de poder ousar. Dessa vez por exemplo estou fazendo algodão, que é uma coisa que eu sempre tive medo de fazer, sempre achei dificil pela execução.

HB – Falando de materiais. Esse foco que havia no tricô, ficou mais para a coleção de Inverno?… 

LM – Não, ele existe também nessa coleção comercial. Ele está presente, é uma coisa que eu adoro fazer, mas que eu faço de uma forma natural. Quando eu páro para pensar, eu não quero virar uma marca de tricôt! Eu quero ser uma marca legal! É isso que eu quero que as pessoas falem: “aquela marca é legal”! Se tiver que ser seda é seda… para eu me permitir um pouco essa vontade também! Se eu quero fazer paillettée, faço paillettée… acho que é uma marca para ser sem rótulo. Para ser uma surpresa a cada coleção.

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Foto: Agência Fotosite

ENJOY!

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